O Projeto de Irrigação do Vale do Iuiú foi apresentado à população em audiências públicas realizadas nos municípios de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto e Guanambi, na Bahia. As consultas ocorreram sob a supervisão do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Casa Civil da Presidência da República, e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com o objetivo de divulgar e debater os estudos preliminares da iniciativa junto à sociedade local.
Os encontros contaram com uma participação massiva da população, incluindo produtores rurais, entidades de classe, lideranças políticas e moradores, demonstrando um claro apoio popular à iniciativa. Os estudos, que têm foco em transparência, técnica e escuta ativa, visam garantir que o projeto beneficie a região.
Durante as audiências, foram discutidos temas como:
- Diagnóstico territorial e premissas do projeto.
- Aspectos fundiários.
- Traçado preliminar de canais.
- Diretrizes socioambientais.
- Próximos passos de governança.
O diálogo permanece aberto para a consolidação de contribuições e o aprofundamento dos estudos.
O que é o Projeto de Irrigação do Vale do Iuiú?
O Projeto de Irrigação do Vale do Iuiú é uma iniciativa federal de infraestrutura hídrica e desenvolvimento regional no sudoeste da Bahia, com foco na expansão da agricultura irrigada na região do semiárido. O projeto visa impulsionar a economia local por meio da captação de água do Rio São Francisco. A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) é o órgão responsável pela condução técnica.
Potencial e Objetivos
- – Área Potencialmente Irrigável: Estudos preliminares indicam a viabilidade de irrigar cerca de 51,7 mil hectares (podendo chegar a 60 mil hectares) nos municípios da região.
- – Empregos: A expectativa é gerar entre 160 mil e 185 mil empregos diretos e indiretos quando o projeto estiver em operação.
- – Modelo de Implantação: O Governo Federal, com a participação do PPI, trabalha em um modelo de Parceria Público-Privada (PPP) para a execução das obras de infraestrutura, incluindo a captação e distribuição de água. Este modelo é projetado para viabilizar a implantação, buscando evitar desapropriações e grandes desestruturações fundiárias, além de trazer novas tecnologias.
