A EF-151, também conhecida como Ferrovia Norte-Sul, foi projetada para se tornar a espinha dorsal do transporte ferroviário no Brasil, integrando de maneira estratégica o território nacional e contribuindo para a redução do custo logístico do transporte de carga no país. A proposição qualificada no PPI pressupõe a concessão de trecho com extensão de 1.537 km, ligando Estrela d´Oeste, em São Paulo, a Porto Nacional, no Estado de Tocantins.
- O trecho Porto Nacional/TO – Estrela D´Oeste/SP divide-se em dois tramos
- O primeiro é o tramo compreendido entre Porto Nacional/TO – Anápolis/GO (Tramo Central), com 855 km de extensão, e que já se encontra em operação, com movimentação de pequenos volumes de carga pela VALEC
- O segundo é o tramo compreendido entre os municípios de Ouro Verde de Goiás/GO e Estrela d´Oeste/SP (Tramo Sul), com 682 km, já com 95% das obras concluídas, também pela VALEC
Outro benefício esperado com o projeto é a interligação de outros trechos ferroviários que ele viabilizará, e que favorecerão a integração logística do país:
- O trecho Estrela d´Oeste – Três Lagoas/MS, por sua vez, atravessará região com grande vocação agrícola e industrial, atendendo ao transporte de grãos e celulose
- O trecho Campinorte/GO – Água Boa/MT, por fim, permitirá o acesso das áreas produtoras agrícolas da Região Centro-Oeste do país à malha ferroviária existente, sendo mais uma alternativa logística para o fluxo de grãos
- Os estudos indicam uma projeção de carga para 2050 de cerca de 22 milhões de toneladas para o trecho a ser concedido
- Os investimentos previstos, nesse caso, giram em torno de R$2,724 bilhões, tendo por base os serviços preliminares, terraplanagem, obras de arte corrente e drenagem, superestrutura ferroviária, obras complementares, compensações ambientais, sistemas ferroviários, custos indiretos de implantação, projeto executivo e equipamentos ferroviários
- O material rodante estimado é de R$1,83 bilhões.
- Para a modelagem do projeto pressupõe-se a subconcessão do trecho pela VALEC, adotado o modelo vertical de exploração da ferrovia no qual uma única empresa é responsável pela gestão da infraestrutura e prestação do serviço de transporte.
- A fim de possibilitar acesso aos portos do sudeste, norte e nordeste, previamente à realização da licitação, serão estabelecidas as condições de acesso, bem como as tarifas relacionadas ao direito de passagem das concessões adjacentes.