Antigo STS10.
Em análise no TCU.
Antigo STS10.
Em análise no TCU.






A área a que se refere o terminal Tecon Santos 10 está localizada na região do Saboó, na margem direita do Porto de Santos e prevê a movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas. O projeto foi qualificado no PPI por meio da Resolução CPPI nº 172, de 27 de abril de 2021, que deu origem ao Decreto nº 10.743, de 08 de julho de 2021.
30% das cargas movimentadas no Complexo Portuário de Santos são em contêineres, equivalendo a 37,6 milhões de TBs no ano de 2022, o que faz com que o porto seja o responsável pela movimentação de boa parte das cargas conteinerizadas do país.
O transporte de mercadorias por meio de contêineres caracteriza-se por ser amplamente utilizado no transporte de produtos industrializados, de alto valor agregado. Acerca da demanda por esse tipo de carga, ressalta-se que o principal determinante de seu crescimento está relacionado à elevação da renda das regiões e países compradores, bem como questões relativas à oferta de serviços por partes dos terminais portuários. Santos apresenta-se como o maior Complexo Portuário brasileiro na movimentação de cargas conteneirizadas, correspondendo a 36,7% da movimentação de contêineres no País, em 2020.
Atualmente, a área possui aproximadamente 423 mil metros quadrados e 1,3 km de cais. A futura área do terminal Tecon Santos 10 agrega as áreas da região do Saboó e acrescenta a expansão de pátio até a nova estrutura de cais, que será construída na anteguarda do cais atualmente existente, avançando o terminal na direção norte e, após a implementação das mudanças, o novo terminal terá uma área total de cerca de 621 mil metros quadrados.
Os investimentos previstos abrangem, dentre outros: (i) a construção de cais de atracação com extensão total de 1.505 metros lineares, com correspondentes equipamentos e subsistemas necessários para adequado atendimento de no mínimo 3 navios da classe New Panamax e um navio de classe Panamax, com estrutura compatível para profundidade de dragagem de –17m; (ii) dragagem de aprofundamento nas áreas dos berços de atracação; (iii) investimento no desenvolvimento do terminal, com vista a implementação de pátio de contêineres, construção de retroárea e execução de outras melhorias na área do arrendamento; (iv) aquisição de novos equipamentos, incluindo, no mínimo, 11 Portêineres – Ship to Shore (STS) – Post Panamax e Triple E; e (v) investimento fora da área do arrendamento: construção de laje de, no mínimo, 35.000 metros quadrados e píer dimensionado para atender simultaneamente até 3 navios tipo (LOA 350m, boca 51m e calado 10m) para o novo terminal de passageiros, e realocação da Estação de Tratamento de Água atualmente existente para área contígua ao terminal.
Após os investimentos previstos, a capacidade dinâmica total anula do empreendimento passará a ser de 3,25 milhões de TEUs a partir de 2034 e 91 mil toneladas para Carga Geral.